domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
AOS 50
Terei muito trabalho para além de produzir o trabalho, emoldurá-las, conseguir local seguro para expor, divulgar, interessar compradores, apoios e patrocínios.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Acorda bamba!
domingo, 16 de agosto de 2009
bicicletas
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Lars Thorwald
Estava saindo às pressas do elevador em direção da porta do edifício quando senti a necessidade de bisbilhotar na caixa de correspondência. Costumo sabotar minhas saídas, atrasando, ao voltar até em casa para conferir se esqueci alguma coisa que não faria nenhuma diferença se deixada para depois. Depois da janelinha de madeira do painel de números que correspondem aos apartamentos encontrei um bilhete com um nome escrito. Não pude ir adiante. O trabalho que aguarde. Acordei. Os lençóis pouco revirados, o que indica a tranqüilidade do meu sono. Não tinha nenhuma pista de estar sonhando. O sonho era daqueles que surpreendem pela lógica a ponto de fazer suspeitar, que não se trata de um sonho, mas da realidade concreta, até que acordamos e descobrimos que nem a vida real é tão inquestionável. Preso em casa e preso dentro de mim mesmo. Sentia a necessidade, absurda, novamente, de me lembrar de tudo, toda a minha vida de novo. Dessa vez sem interpretações errôneas. A memória é o fantasma que nos fala. Começou a chover e eu sentei na poltrona em frente da televisão e ali fiquei por três meses. Meu interesse centrado na tela plana do aparelho e no mundo de duas dimensões que transcorre por detrás do vidro. Trabalho, contas para pagar, o que de comer, higiene, conversas com as pessoas foram ficando em segundo plano. Estava dominado pela existência de um universo paralelo que significava mais do que a própria realidade. Olho para as letras do bilhete sobre a mesa.
Lembro da confusão das minhas idéias. Se idéias fossem seriam confusas? Precisava. Necessitava. Aumentava. Ampliava o som que na madrugada escutei. Nada não tem nexo. Eu sei, é tão difícil dar sentido a existência, mas não é possível não existir. Quero chegar ao limite do inaceitável quando não poderei mais continuar do mesmo jeito que estou. Quero ter a sensação de que não fiz força para viver, que me deixei levar pelo tempo que escorre como pingos de chuva que vão criando valos sulcando a terra e se aglutinando com a água e escorrendo e seguindo um curso que não é curso nenhum pois simplesmente é a mistura das matérias da água com a terra não aderente que faz escorrer.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
“Ninguém me disse que chegaria o dia que o meu cansaço seria de viver não pelo que já passou, mas sim viver o que virá”.
Em março de 1995 eu vi uma amiga passar mal por causa de bebida quando tentava comemorar o aniversário dela. Naquela noite, com 34 anos de idade, depois de conviver com algumas experiências com saídas, voltas e revoltas dos vícios, decidi me liberar do consumo de bebidas e refrigerantes.
De um jeito que não sei explicar concluí que Coca-Cola é um coadjuvante do álcool. Na continuidade desse processo, depois de mais alguns anos larguei o vício do cigarro, que eu mantinha por vinte anos e, finalmente mudei, em 2001, a minha alimentação excluindo da minha dieta o consumo de carne, toda carne, ou seja, tudo que me olha enquanto ser vivo.
Agora em agosto de 2009, vivendo uma crise depressiva causada pelo “trauma” da volta da experiência de dois meses na Europa e Inglaterra, depois de passar mais de cinco meses “meio” perdido nesta realidade subdesenvolvida (socialmente injusta) da cidade de Porto Alegre, que já tentei amar e que hoje em dia pouco consigo contemplar, senti a necessidade urgente de voltar a me encantar, nem que seja pelas dores das calçadas, cinzas e sujas que fui aprendendo a evitar. Dessa necessidade e vontade de sair do sedentarismo que me gruda à cama e à televisão surgiu o projeto pessoal de trabalho que estou criando, e resumindo, será o retrato do meu processo de melhora.
Trata-se de um diário de imagens.
Está prevista a minha saída pela manhã de amanhã, e a disposição é de caminhar até a Redenção, fotografando imagens que correspondam ao estado de espírito em que me encontrar. Quero caminhar por mais ou menos uma hora e na semana realizar pelo menos três passeios. A idéia é criar repertório de imagens diferentes em cada atividade. E publicá-los em um blog.
“É importante atentar para o que é preciso manter em resguardo. Trata-se da distancia a manter dos elementos nocivos a minha paz espiritual, pois junto aos vícios que pude vencer estão pessoas a exercerem convivências viciosas e querendo minar as minhas defesas existências. Essas influências são danosas, tem de permanecer anuladas”.
Em março de 1995 eu vi uma amiga passar mal por causa de bebida quando tentava comemorar o aniversário dela. Naquela noite, com 34 anos de idade, depois de conviver com algumas experiências com saídas, voltas e revoltas dos vícios, decidi me liberar do consumo de bebidas e refrigerantes.
De um jeito que não sei explicar concluí que Coca-Cola é um coadjuvante do álcool. Na continuidade desse processo, depois de mais alguns anos larguei o vício do cigarro, que eu mantinha por vinte anos e, finalmente mudei, em 2001, a minha alimentação excluindo da minha dieta o consumo de carne, toda carne, ou seja, tudo que me olha enquanto ser vivo.
Agora em agosto de 2009, vivendo uma crise depressiva causada pelo “trauma” da volta da experiência de dois meses na Europa e Inglaterra, depois de passar mais de cinco meses “meio” perdido nesta realidade subdesenvolvida (socialmente injusta) da cidade de Porto Alegre, que já tentei amar e que hoje em dia pouco consigo contemplar, senti a necessidade urgente de voltar a me encantar, nem que seja pelas dores das calçadas, cinzas e sujas que fui aprendendo a evitar. Dessa necessidade e vontade de sair do sedentarismo que me gruda à cama e à televisão surgiu o projeto pessoal de trabalho que estou criando, e resumindo, será o retrato do meu processo de melhora.
Trata-se de um diário de imagens.
Está prevista a minha saída pela manhã de amanhã, e a disposição é de caminhar até a Redenção, fotografando imagens que correspondam ao estado de espírito em que me encontrar. Quero caminhar por mais ou menos uma hora e na semana realizar pelo menos três passeios. A idéia é criar repertório de imagens diferentes em cada atividade. E publicá-los em um blog.
“É importante atentar para o que é preciso manter em resguardo. Trata-se da distancia a manter dos elementos nocivos a minha paz espiritual, pois junto aos vícios que pude vencer estão pessoas a exercerem convivências viciosas e querendo minar as minhas defesas existências. Essas influências são danosas, tem de permanecer anuladas”.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
FIM DO MUNDO (MEU)
Em tempos de morte que vem chegando, na forma de vírus pelo ar é oportuno refletir um pouco sobre a vida que pode estar na iminência de findar. Por isso penso em deixar minhas desculpas explícitas, por algumas ações minhas que ainda são latentes sem se tornarem concretas como eu gostaria que fossem. Na minha trajetória tem muitas alegrias e conquistas que me causam orgulho e fazem sentir que contribuí para melhorar o caminho que percorri. Eu tive sonhos e concretizei muitos deles, conheci e convivi com pessoas interessantes, inteligentes, humildes, honestas, que acrescentaram muito na minha experiência. Viajei, conheci lugares, conheci almas e amores. Lembro de muitas aventuras deliciosas e isso certamente ajuda-me preencher o vazio que algumas vezes me invade na solidão. E, principalmente tive uma infância cheia de magia. Eu acredito não em espíritos, mas, em um único espírito comum a todos os seres humanos e que o livre arbítrio nada mais é do que o equilíbrio que mantemos entre esse espírito e nossas ações. Não fosse isso crimes não seriam cometidos em nome de Deus. Mas a reflexão maior é sobre aquilo que não realizei. Isso pesa muito, porque eu sou alguém que tem na cobrança e na crítica, marcas da minha personalidade. E é por acreditar nisso que sinto não ter realizado com mais ardor meus objetivos que fui aprendendo a reconhecer através do tempo passado. É a preguiça que eu tenho de reconhecer o que me faz ficar tão distante das minhas realizações que almejo. Não quero dizer com isso que eu sou um fracassado, que eu vivo com pena de mim mesmo. Só que eu queria ter sido mais aventureiro do que fui, mais ousado, menos cheio de temor. Porque sei que todas as vezes que enfrentei meus medos eu me fortaleci. Talvez com uma mente menos tomada de desejos e criatividade e realçando o lado mais prático eu tivesse equilibrado melhor minha existência. Saber disso é ainda querer viver. Esse texto pode vir a ser um novo início. Escrever é esse ato de contratar esforço para poder realizar daqui para diante novas ações. Assim como foi no passado quando tive atitudes que desencadearam eventos importantes, mas que na época pareciam que não levariam a nada sei que correr o risco por mudanças é o que pode me fazer alguém melhor. Profissão, amigos, vida afetiva, novos estudos e projetos que me ajudem a transformar o mundo em um lugar melhor para viver independente das desgraças que nos tentam paralisar hão de contemplar minha existência neste planeta de forma a manter o espírito que irá incorporar as novas gerações.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Tridente que cutuca.

“E eu quero é que este canto torto,Feito faca, corte a carne de vocês.”
A anestesia era inimiga da estética que era amiga da arte.
A sensibilidade tem caminhos que olhar algum jamais ousou percorrer.
Neste contemporâneo pós-tudo, tudo nos leva ao nada. Passamos na correria pelo trabalho, rapidinho na família, logo, logo pelos amigos, pouco na frente do espelho, de soslaio pela aventura da paixão. Desprezamos a contemplação, pois que! Perdedores, os que assistem sem tomar parte de nada. E novamente a realidade dos shows e, realities shows da vida reforçam o lado do anonimato, da insignificância, da não celebração de celebridades instantâneas. Guardamos nossos medos, rancores, frustrações, mágoas, insatisfações, indignações, revoltas, e invejas em arquivos protegidos no nosso hard ware emocional. Uma inveja que me assusta é a tal de inveja branca. A que faz mais mal, porque não pode nem reciclar-se em admiração pelo outro, pois vira pecado. E então numa noite qualquer numa rua qualquer em uma parede qualquer um gato assombradamente irado com dentes de tubarão mira feroz para toda essa necessidade de soltar os bichos da alma. Tal qual esfinge sua figura desafia com um enigma. Onde eu existo? No artista que me criou, em um espaço ilógico? (mesmo adorando jamais entendi a frase: você pega o trem azul, o sol na cabeça, o sol pega o trem azul, você na cabeça...) É necessário não se acomodar, afinal toda canção de amor também corrói como convém o coração de quem não ama. Todo enigma liberta ou aprisiona. Não há possibilidade para a indiferença.
A arte no hoje no fim das contas voltou a ser pelo menos para muitas teorias da Arte contemporânea, o que era no início: o produto de qualquer atividade humana.
Seria lugar comum dizer que a obra do artista Tridente desafia rótulos. É grafite, pintura mural, Arte urbana? É Arte. Quanto ela mede? Do tamanho de um pedaço da perna até toda a cidade. Que suporte? Ás vezes, aproveitamento de embalagem, noutras as paredes e muros, em outras os tradicionais papéis para desenho, tecidos ou todas as superfícies improváveis, porém, possíveis nas invencionices do criador. Tridente explora com habilidade a catarse do habitante urbano com imagens. Num site de artistas é possível se deixar cutucar de um jeito afiado e humorado. Tridente seria também uma homenagem as famosas réguas dos arquitetos? Arte de persistência e resistência? Não serei desonesto a ponto de atribuir ao artista influencias e comparações com outros artistas conhecidos ou anônimos, amigos, grafiteiros ou a margem do reconhecimento oficial. É tudo isso e nada disso. No seu repertório de imagens, as personagens, símbolos e signos se constroem obedecendo aos princípios da colagem e da publicidade. Um elemento gráfico repetido muitas vezes pode tornar-se o pano do fundo da obra. O jogo com as cores pode ocupar maior destaque e desprezar o conteúdo, que ás vezes não é mais do que pura invenção, na intenção da diversão. Mas como a sensibilidade jamais é apenas alegria, o tridente de Tridente cutuca a sensibilidade para o corte, o curativo, o sangue em hemorragia, a dor que é inevitável porque produz criação. Tridente atiça esse fogo na medida justa para contê-lo como espaço de obra. Obra contemporânea que não transforma o mundo em Arte, mas solicita o espaço do mundo em comum para nele se instaurar como tal. Arrisco a sugerir que obras dos artistas que produziram Arte Postal e as gravuras POP dos anos 70, seriam oriundos das matrizes para a compreensão do trabalho de Tridente. Evidentemente que, o entendimento literário, que seja abusado o suficiente há de meter-se a criticar e julgar o que Tridente mostra.
A anestesia era inimiga da estética que era amiga da arte.
A sensibilidade tem caminhos que olhar algum jamais ousou percorrer.
Neste contemporâneo pós-tudo, tudo nos leva ao nada. Passamos na correria pelo trabalho, rapidinho na família, logo, logo pelos amigos, pouco na frente do espelho, de soslaio pela aventura da paixão. Desprezamos a contemplação, pois que! Perdedores, os que assistem sem tomar parte de nada. E novamente a realidade dos shows e, realities shows da vida reforçam o lado do anonimato, da insignificância, da não celebração de celebridades instantâneas. Guardamos nossos medos, rancores, frustrações, mágoas, insatisfações, indignações, revoltas, e invejas em arquivos protegidos no nosso hard ware emocional. Uma inveja que me assusta é a tal de inveja branca. A que faz mais mal, porque não pode nem reciclar-se em admiração pelo outro, pois vira pecado. E então numa noite qualquer numa rua qualquer em uma parede qualquer um gato assombradamente irado com dentes de tubarão mira feroz para toda essa necessidade de soltar os bichos da alma. Tal qual esfinge sua figura desafia com um enigma. Onde eu existo? No artista que me criou, em um espaço ilógico? (mesmo adorando jamais entendi a frase: você pega o trem azul, o sol na cabeça, o sol pega o trem azul, você na cabeça...) É necessário não se acomodar, afinal toda canção de amor também corrói como convém o coração de quem não ama. Todo enigma liberta ou aprisiona. Não há possibilidade para a indiferença.
A arte no hoje no fim das contas voltou a ser pelo menos para muitas teorias da Arte contemporânea, o que era no início: o produto de qualquer atividade humana.
Seria lugar comum dizer que a obra do artista Tridente desafia rótulos. É grafite, pintura mural, Arte urbana? É Arte. Quanto ela mede? Do tamanho de um pedaço da perna até toda a cidade. Que suporte? Ás vezes, aproveitamento de embalagem, noutras as paredes e muros, em outras os tradicionais papéis para desenho, tecidos ou todas as superfícies improváveis, porém, possíveis nas invencionices do criador. Tridente explora com habilidade a catarse do habitante urbano com imagens. Num site de artistas é possível se deixar cutucar de um jeito afiado e humorado. Tridente seria também uma homenagem as famosas réguas dos arquitetos? Arte de persistência e resistência? Não serei desonesto a ponto de atribuir ao artista influencias e comparações com outros artistas conhecidos ou anônimos, amigos, grafiteiros ou a margem do reconhecimento oficial. É tudo isso e nada disso. No seu repertório de imagens, as personagens, símbolos e signos se constroem obedecendo aos princípios da colagem e da publicidade. Um elemento gráfico repetido muitas vezes pode tornar-se o pano do fundo da obra. O jogo com as cores pode ocupar maior destaque e desprezar o conteúdo, que ás vezes não é mais do que pura invenção, na intenção da diversão. Mas como a sensibilidade jamais é apenas alegria, o tridente de Tridente cutuca a sensibilidade para o corte, o curativo, o sangue em hemorragia, a dor que é inevitável porque produz criação. Tridente atiça esse fogo na medida justa para contê-lo como espaço de obra. Obra contemporânea que não transforma o mundo em Arte, mas solicita o espaço do mundo em comum para nele se instaurar como tal. Arrisco a sugerir que obras dos artistas que produziram Arte Postal e as gravuras POP dos anos 70, seriam oriundos das matrizes para a compreensão do trabalho de Tridente. Evidentemente que, o entendimento literário, que seja abusado o suficiente há de meter-se a criticar e julgar o que Tridente mostra.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Michael Jackson - O olhar que se calou.

Quanto mais conheço mais me conheço quanto menos conheço mais me desconheço. Quanto mais vejo mais sou visto.
"Billy Jean…
Remember to always think twice…
I’m the one but the kid is not my son…
Eu tava jogando sinuca uma nega maluca me apareceu com um filho dizendo que o filho era meu"...
Michael Jackson foi o astro mirim da minha puberdade. "One day in your life", "I'll be there" e "Ben" esquentavam nossos corações para “dançar junto” nas reuniões dançantes dos anos 70 em Porto Alegre.
Depois de muitos anos, pude desprender meu olhar POPificado e colonizado, para entender um pouco mais da sua estética quando ouvi em uma fita K-sete com o Caetano Velloso a música Billy Jean mesclada ao samba. (E, os negros que sofrem horrores nos becos do Harlem...)
Nesta madrugada de junho enquanto escuto a rádio alemã da Internet homenageando o artista, não com o silêncio, mas divulgando sua desencarnação há pouco ocorrida, flashes de sua história, e sua música, relembro o que vi, há poucos dias na TV em um programa de dança e reconheço naquele artista uma antecipação do que hoje vemos como expressão da dança de rua urbana e da música negra, como rap, hip-hop e funk. Alimentam-se do pioneirismo que o Rei do POP anunciava. A sintonia do Superstar com a globalização pode tê-lo tornado louco em prol de um mundo mais são? Lembro do comentário de Gilberto Gil quando questionaram sobre Ele, e a resposta surpreendente: se os brancos querem escurecer sua pele nas praias, no verão, por que negar ao negro o branqueamento? Simbolicamente, o desaparecimento desse ícone esconde o desaparecimento daquele homem que é visado, e visto, e olhado, admirado na mesma dimensão em que olha e admira o olho que o observa. Michael Jackson, como em um dos fantásticos vídeos clips remete ao olho egípcio frontal que a tudo observa, nesse jogo de olhar e ser olhado, o que pode levar a uma confusão de personas, e que agora incompreensivelmente se interrompe. Meu coração se aquecia e também ao coração de Michael aquecia para levar adiante sua missão de encantar com seu som genuíno. Essa chama no coração evoluiu ao ponto de alcançar o limite de um estado mais puro, calmo, silencioso, e morno a esfriar aos poucos e literalmente se diluir, evaporar, estar no ar, causar sua morte. Uma homenagem com duas possibilidades: de um grande silêncio ou de uma festa de sons. Tudo menos a indiferença.
Remember to always think twice…
I’m the one but the kid is not my son…
Eu tava jogando sinuca uma nega maluca me apareceu com um filho dizendo que o filho era meu"...
Michael Jackson foi o astro mirim da minha puberdade. "One day in your life", "I'll be there" e "Ben" esquentavam nossos corações para “dançar junto” nas reuniões dançantes dos anos 70 em Porto Alegre.
Depois de muitos anos, pude desprender meu olhar POPificado e colonizado, para entender um pouco mais da sua estética quando ouvi em uma fita K-sete com o Caetano Velloso a música Billy Jean mesclada ao samba. (E, os negros que sofrem horrores nos becos do Harlem...)
Nesta madrugada de junho enquanto escuto a rádio alemã da Internet homenageando o artista, não com o silêncio, mas divulgando sua desencarnação há pouco ocorrida, flashes de sua história, e sua música, relembro o que vi, há poucos dias na TV em um programa de dança e reconheço naquele artista uma antecipação do que hoje vemos como expressão da dança de rua urbana e da música negra, como rap, hip-hop e funk. Alimentam-se do pioneirismo que o Rei do POP anunciava. A sintonia do Superstar com a globalização pode tê-lo tornado louco em prol de um mundo mais são? Lembro do comentário de Gilberto Gil quando questionaram sobre Ele, e a resposta surpreendente: se os brancos querem escurecer sua pele nas praias, no verão, por que negar ao negro o branqueamento? Simbolicamente, o desaparecimento desse ícone esconde o desaparecimento daquele homem que é visado, e visto, e olhado, admirado na mesma dimensão em que olha e admira o olho que o observa. Michael Jackson, como em um dos fantásticos vídeos clips remete ao olho egípcio frontal que a tudo observa, nesse jogo de olhar e ser olhado, o que pode levar a uma confusão de personas, e que agora incompreensivelmente se interrompe. Meu coração se aquecia e também ao coração de Michael aquecia para levar adiante sua missão de encantar com seu som genuíno. Essa chama no coração evoluiu ao ponto de alcançar o limite de um estado mais puro, calmo, silencioso, e morno a esfriar aos poucos e literalmente se diluir, evaporar, estar no ar, causar sua morte. Uma homenagem com duas possibilidades: de um grande silêncio ou de uma festa de sons. Tudo menos a indiferença.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
EM PARIS

A cantora é japonesa e se apresentou em Paris no Club de Jazz Sunset-SunsideSe chama Ayano Onodera. Delicada e muito afinada, encantou a todos com sua voz aveludada. Ultrapassou a barreira do idioma mostrando a vibração terna da melodia vocal, sem legendas.
February 9, 2009 at the Sunset-Sunside http://www.sunset-sunside.com (Paris)with Alfonso Pacin (guitar, violin), Guillermo Benavides (contrabass)60, rue des Lombards - 75001 Paris (metro Châtelet)
Essa artista tem um trabalho recentemente visitado numa galeria de Paris. Ela reúne na video instalação as linguagens de cinema, desenho e dança Trata-se de Laetitia Legros.
Links europeus
Porto Alegre.
Terminada a aventura européia, iniciada a epopéia gaúcha.
Organizo meu tempo e minhas lembranças para registrar locais interessantes por onde andei que tenham acesso por sites.
Primeiro é o ZAKK, que pode se conhecer o site em alemão somente no http://www.zakk.de/ Lá é um centro cultural alternativo onde assisti os músicos do AMSTERDAM KLEZMER ENSEMBLE. Ecléticos na sonoridade e super competentes, deram um show de calor e vibração que animou por mais de duas horas a platéia jovem alemã, ávida por ouvir cada vez mais as composições experimentais do grupo.
Lá também ocorre uma moda na Alemanha, que é o SLAM, trata-se de uma performance em que a palavra, em prosa e verso é o destaque nesse sarau, assumindo-se obra de arte.
Quem diria que essa foto é de um circo?
Pois trata-se do TIPI. Um circo-restaurante de Berlin. Lá assistí um espetáculo de comédia dos The Umbilical Brothers, uma dupla fantástica que mistura pantomima com dublagem.
Os sites deles é http://www.tipi-am-kanzleramt.de/en/venue/ e o http://www.umbilicalbrothers.com/site/index.php

Pois trata-se do TIPI. Um circo-restaurante de Berlin. Lá assistí um espetáculo de comédia dos The Umbilical Brothers, uma dupla fantástica que mistura pantomima com dublagem.
Os sites deles é http://www.tipi-am-kanzleramt.de/en/venue/ e o http://www.umbilicalbrothers.com/site/index.php
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
24 de fevereiro de 2009
Bergamo, Itália.
Hoje fui conhecer uma cidade que fica distante uma hora de trem daqui.
Lecco. É menor ainda do que Bergamo, com uma paisagem belíssima e um lago de água transparente ao pé de altas montanhas em cujos picos podem-se ver a neve acumulada deste inverno. Tive o desejo de passear pelo lago, mas só é possível em abril, conforme anúncio na bilheteria do cais. Almocei “pasta”: “penne com verduras”, em um restaurante pequeno todo envidraçado e pé direito duplo. Ali tocava uma seleção interessante de música eletrônica e vi que, trata-se de um local para festas, além do almoço. Num canto havia espaço para DJ com aparelhagem instalada. Pude imaginar uma noitada naquele lugar com as luzes da festa atravessando as paredes transparentes que deixam a mostra toda beleza da cidade. Comi sorvete, voltei para Bergamo e me diverti olhando as crianças que brincam pelas “Piazzas” o Carnevale Italiano. Amanhã pretendo ir a Veneza passar o dia. Dessa forma quero encerrar as novidades de cidades que estou conhecendo nessa viagem que tem seus dias contados para acabar.
Hoje fui conhecer uma cidade que fica distante uma hora de trem daqui.
Lecco. É menor ainda do que Bergamo, com uma paisagem belíssima e um lago de água transparente ao pé de altas montanhas em cujos picos podem-se ver a neve acumulada deste inverno. Tive o desejo de passear pelo lago, mas só é possível em abril, conforme anúncio na bilheteria do cais. Almocei “pasta”: “penne com verduras”, em um restaurante pequeno todo envidraçado e pé direito duplo. Ali tocava uma seleção interessante de música eletrônica e vi que, trata-se de um local para festas, além do almoço. Num canto havia espaço para DJ com aparelhagem instalada. Pude imaginar uma noitada naquele lugar com as luzes da festa atravessando as paredes transparentes que deixam a mostra toda beleza da cidade. Comi sorvete, voltei para Bergamo e me diverti olhando as crianças que brincam pelas “Piazzas” o Carnevale Italiano. Amanhã pretendo ir a Veneza passar o dia. Dessa forma quero encerrar as novidades de cidades que estou conhecendo nessa viagem que tem seus dias contados para acabar.
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